terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não quero


Hoje não quero escrever sobre a mulher que foi queimada a ferro e fogo pelo ex-marido no Rio de Janeiro. Não quero falar do caso da juíza assassinada em Niterói. Não quero abordar a nossa polícia corrupta. Não quero me chocar com a menor de 13 anos que matou a irmã de 15 anos em Arraial do Cabo. Não quero teclar da tragédia das chuvas que se repete a cada ano em Santa Catarina. Nem muito menos das queimadas que devastam o Cerrado do Planalto Central e as matas nativas do interior de Minas Gerais. Não quero discutir acerca da absurda e oportunista idéia da volta da CPMF. Não quero me irritar com as autoridades ao ver menores de rua dormindo sobre papelões e tendo o céu como seu teto em pleno coração do Rio de Janeiro. Não quero chorar com o abandono dos hospitais públicos. Não quero rir para não chorar da situação da educação pública no nosso país. Não quero dar um soco na porta do meu quarto de raiva ao saber que a Justiça Brasileira resolveu “abrir as pernas”, para não dizer outra coisa, para os supersalários do Senado e da Câmara.

O que eu quero hoje é colocar a cabeça no travesseiro e sonhar, nem que seja por uma única noite, que a Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá”.

sábado, 30 de julho de 2011

Quem é de carne e osso e está respirando, acredita-se estar vivo

Por Vanessa Rizzo




Se eu estou viva eu quero cair, me machucar, sentir dor, levantar, sacudir a poeira da roupa, continuar... e se cair de novo, chorar se não tiver força pra levantar sozinho.
Não ter vergonha de falar pro meu amigo o que está me afligindo, de pedir um abraço; de falar uma besteira quando não souber o que falar, de rir de uma coisa sem nexo; de sugerir uma ideia que possa parecer o maior absurdo do mundo, de acreditar e lutar por essa ideia (mesmo sem saber qual caminho tomar, mas começando com o primeiro passo - que já é o prenúncio de um caminho); de falar na cara de um "superior" que ele está errado; de ter coragem de apontar o erro do meu amigo e ter sabedoria para ajudá-lo a consertar esse erro; de aceitar quando a errada for eu; de calar quando minhas palavras não forem necessárias e nem sábias; de perguntar quando tiver dúvida e perguntar novamente quando continuar sem entender; de falar diante de cem pessoas algo que possa agradar a somente uma; de ter coragem o suficiente pra fazer algo que a maioria acha que não vai dar certo (inclusive eu mesma); de engolir o orgulho ao menos uma vez na vida e partir pra tentativa; de usar todas as armas que disponho para lutar pela vida de um percevejo que apareceu no meio da roda de amigos (é, eu já fiz isso mais do que uma vez...); de ver a beleza onde ninguém está conseguindo ver, e mesmo assim não deixar de mostrar pro mundo que ali eu enxergo algo a mais, sim; de ter força e discernimento pra NÃO falar um não quando meu coração souber que o melhor pra mim está no sim; de ouvir tudo o que a velhinha do ônibus tiver pra me falar naquela manhã agitada; de poder ser um dia a velhinha do ônibus e torcer pra ter alguém que me ouça também; de me arriscar na cozinha a fazer um prato maluco só com a receita e sem os principais ingredientes, substituindo tudo e acreditando mesmo assim que ficará "daqui, ó"; de dormir absurdamente tarde por estar conversando com quem eu gosto e acordar arrasada no dia seguinte pra ir trabalhar cedo, mas feliz da vida; de ficar feliz da vida por uma coisa bem pequena e que não vá mudar nada na minha vida (como o Cielo não ter sido prejudicado na sua carreira pelas acusações do teste antidoping); de gostar mais quando dizem que eu sou legal do que bonita; de ir pro shopping e ficar com cara de boba olhando as criancinhas brincando e rindo; de experimentar aquilo que todo mundo me disse que era horrível, só pra confirmar mesmo e também poder falar que é horrível; de abrir mão do meu doce preferido e dividi-lo igualmente entre cinco amigos (ah... pingo-de-leite !!!!); de fazer aquela prova foda sem estudar e ainda ficar otimista esperando o resultado (ô micro !!!!), de estudar, me ferrar e não ir reclamar nota com professor (acho isso muito feio hehe) e jurar com todas as minhas forças: me aguarda na próxima prova, velhote! (fuck yeah); de ficar às vezes mais de um mês sem ver a mãe e ainda assim conseguir ser uma mãezona para os meus amigos; de colocar música de fossa só pra conseguir chorar mais um pouquinho e ver se passa de uma vez, e me ferrar por ficar com o nariz entupido, os olhos vermelhos e a cara inchada; de ter a cara de pau de falar que não estava chorando e ter a sutileza de esboçar um sorriso no meio daquela fisionomia deplorável, e ficar aliviada quando a pessoa fingir que acreditou que era um cisco; de falar pro meu pai que ele canta super bem mesmo quando eu não estiver aguentando mais aquele trecho repetido da música; de conversar com a minha avó sobre a vida e prestar atenção piamente nos conselhos dela, fazendo de conta que aquilo é um segredo de estado e só eu estou tendo o privilégio de ter acesso àquelas informações, e de não ficar triste quando ela de repente interromper a conversa falando que está na hora de fumar o cachimbo dela (¬¬); de perder o raciocínio do que eu estava falando quando sou surpreendida por um (“O”) beijo; de me deslocar quilômetros pra falar: é... estava passando por aqui e resolvi falar um oi...; de chorar vendo um filme que eu já conheço todas as falas (“E se fosse verdade”); de ligar a webcam pra explicar a matéria pra alguém (e fazer isso mais do que uma vez com a mesma boa vontade); de ir pelo caminho aparentemente mais difícil só pela emoção dos obstáculos (clássica teimosia, hehehe); de quase montar um book em casa e desconversar quando falam que eu tenho jeito pra modelo (mas que besteira, perderia a mágica!); de ver o lado bom de quase tudo; de perguntar algo sabendo a resposta só pra ter certeza (moço, esse ônibus é mesmo parador, né?); de deixar tudo pro último dia sabendo que eu sempre dou conta (ah... mas vai ter um dia em que vou me ferrar haha); de provocar (ah ! Clássica das mulheres! “Saio pronta pra seduzir até os postes da rua”); de aprender tudo sobre determinado assunto em apenas um dia; de colocar qualquer roupa porque estou sem paciência pra escolher; de levar um dia inteiro fazendo as unhas dos pés e das mãos e ficar uma fera com quem interromper a minha terapia; de ver um filme merda só pra saber o final; de guardar revistas com sugestões de decoração pensando na minha casa (com sacada, janelão e jardim na frente); de discutir com minhas amigas pra não colocarem aqueles nomes nos filhos, pois já serão os dos meus (hahaha, minha prole); de não suportar ir na rua comprar coisas em lojinhas (terrível isso); de morrer de rir na hora da janta só porque está todo mundo sério; de acreditar que quando se sente um pouquinho, sem intensidade, então não se sente; de querer sempre sentir o máximo de tudo, de viver o máximo e de ser feliz e triste ao máximo, pra que isso pareça real; de ser capaz de falar e acreditar numa coisa e acabar fazendo outra que me pareceu a ideal na hora; e de escrever tudo isso que estava guardado, pensando em de repente alguém ler.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A miséria humana



Essa semana vi uma cena triste da condição humana. Em plena Avenida Presidente Vargas, esquina com a Rua Uruguaiana, no coração do Centro do Rio de Janeiro, em pleno meio-dia, duas moradoras de rua estapeando-se, socando-se e rolando no chão. O motivo disso? A disputa por meros pedaços de papelão. E isso não é o pior. O pior é ver a passividade das pessoas, que paravam, olhavam e muitas simplesmente riam e zombavam da situação.

Se bem que tal fato já não devia causar estranheza num mundo em que padres são pedófilos e ainda têm seus crimes brutais encobertos pela autoridade maior do Vaticano.

Num mundo em que terroristas ensinam crianças a se tornarem futuros homens-bomba que no futuro sairão por aí se explodindo em pedaços e levando consigo mais dezenas, talvez até centenas de pessoas para a morte.

Num mundo em que crianças, mulheres e homens morrem de fome e de sede na Somália por causa da seca e da guerra civil que assola o país sem que ninguém intervenha.

Num mundo em que proteger poços de petróleo no Oriente Médio é mais importante do que proteger crianças africanas da morte por desnutrição.

Num mundo em que grupos extremistas e intolerantes se propagam cada vez mais.

Enfim, num mundo em que injustiças, desigualdades, violência, miséria, fome, indiferença e desonestidade se propagam.

Nesse mundo, infelizmente nada mais nos surpreende, pois já viramos meros espectadores de disputas por papelão.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nadar, nadar, nadar....

Nadar, nadar e nadar....

Nadar é mais do que contar e recontar os ladrilhos do fundo da piscina. Nadar é mais do que braçadas repetitivas e pernadas idem.

Nadar é mais do que um simples exercício...

Nadar é dar um stop na vida.

Nadar é mergulhar de cabeça, corpo e alma na água e pensar, pensar e pensar, enquanto automaticamente seu corpo vai repetindo as braçadas e pernadas e você vai avançando metros pela água.

Nadar é refletir, planejar, fazer contas, relembrar bons e maus momentos e colocar os pensamentos em dia enquanto seu corpo se enruga com o tempo na água.

Nadar é não ligar para o sol ou a chuva, mas somente para a piscina.

Nadar é a solidão benéfica. Ali, a sua única companheira é a água que o cerca e a única certeza é a próxima braçada...

Se para o famoso cantor e compositor Zeca Baleiro, "A solidão é o seu cigarro", como ele diz numa letra de uma de suas belas canções, para mim a natação é o meu cigarro, meu doce e leve vício que  me faz sentir a cada dia mais vivo!

 E, meu amigo leitor, se você não sabe o que é isso, só te dou um conselho: Nade, nade, nade....

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Referendo sobre armas: Será esta a solução?



Nesses últimos dias, após o "Massacre de Realengo", voltou à tona o debate sobre um possível novo referendo acerca do desarmamento da população civil brasileira.

Como já está sendo lembrado por muitos, em plebiscito realizado em outubro de 2005, a população brasileira já se manifestou inequivocamente contra a proibição da venda de armas de fogo no Brasil. Venda essa que já sofre sérias restrições no nosso ordenamento jurídico.

A meu ver, o que deve ser feito, ao invés de se perder tempo e dinheiro público com um novo referendo é aumentar a fiscalização e o controle do comércio de armas em nosso país. Não existe coisa mais fácil do que passar com armas e drogas pelas perenes fronteiras brasileiras, dada à fragilidade da fiscalização e também à corrupção.

O Exército, que tem como uma de suas funções primordiais o patrulhamento das fronteiras de nossa nação, muito por causa do sucateamento que as Forças Armadas vem sofrendo ao longo dos últimos anos, com forte restrições orçamentárias, tem uma atuação inócua no combate a este grave problema. Some-se a isso também o baixo efetivo da Polícia Federal destacada para essa fiscalização e a corrupção que existe em larga escala nessa instituição, assim como nas demais Polícias do nosso país, como é sabido por todos.

Assim, é de fácil visualização que a fiscalização efetiva de nossas fronteiras é uma das principais soluções para este que é um dos mais graves problemas que enfrentamos, que é a livre circulação de armas e drogas pelo nosso território e a facilidade em adquiri-las.

Leis já temos em demasia, falta colocá-las em prática. De outra forma, o referendo servirá como simples artifício para que alguns políticos apareçam nas manchetes dos jornais, sem qualquer efeito prático na nossa sociedade.

segunda-feira, 14 de março de 2011

"La Inmigración" - por Liz Alra





"Mucha gente se preguntara por que la gente se va y deja a su familia en la busqueda de un sueño que tal vez nunca pueda encontrar.
Pues creo que yo hoy he encontrado una respuesta dentro de toda la diversidad de casos que existen en ese gran tema por explorar.

Mi historia es la siguiente: Desde que naci mi padre tenia la idea del “gran sueño Americano”y siempre tuvo la esperanza de un dia poderlo hacer realidad pero por una cosa u otra no podia. Al fin, un gran dia se le presentó la oportunidad y se aventuró a su ansiado “sueño Americano”.
Todo comenzó con el pago de unas vacaciones de su empleo. El habia varias veces tratado de conseguir su visa, pero por una u otra razon no se la habian podido facilitar. Así, el creyó que lo más conveniente seria “pasar de mojado” (como comunmente se les conoce en México y Estados Unidos a las personas que entran de manera ilegal al pais).

Se aventuró en camión durante casi 5 dias en esos años, (estoy hablando del año 88 mediados), Llegó a Mexicali (ciudad fronteriza con Caléxico), y cual fue su mayor suerte que en esa ciudad el gobierno estadounidense estaba concediendo visas temporales de trabajo con el único requisito de que solo dieran el nombre de una persona con la que habian trabajado en USA. Así el habló un nombre cualquiera ya que en realidad nunca habia estado en Estados Unidos. Así logró el paso.

Estando dentro de USA empezó su largo camino. Las personas piensan que por solo venir a USA se tiene empleo o que es muy facil conseguir uno, pero eso es totalmente erróneo. Es demasiado dificil conseguir un buen trabajo y aún más dificil si no sabes hablar el inglés.

Mi padre empezó trabajando en el campo. Trabajo demasiado dificil y muy mal pagado. Despúes, juntó lombrices de las que se usan como ansuelo en la pesca.
Tanto esfuerzo seria mal pagado debido a que mi madre ya no quiso saber más de el. Ella se volvio a enamorar y así comenzó el proceso de divorcio: mi padre en USA y mi madre en México.

Al transcurso de su segundo año en USA, mi padre consiguió trabajo en una pizzeria y fue adonde conoció a la que sería su segunda esposa: Leonor.



Se casaron al largo de un año y tuvieron un hijo llamado Juan. Mi padre comenzó a buscar otro trabajo y lo consiguió en una compañia llamada “Seal Air”, donde hacen bolsas de aire comprimido que se usan especialmente para empacar paquetes que puedan ser frágiles.

Dos años más tarde llegó mi tercer hermano (porque yo contaba con una hermana en México más chica que yo). Así comenzo a buscar ahora un Nuevo trabajo y eso no pudo ser possible sino 7 años después, entro a una muy Buena compañia llamada Pelco,(que es una compañia a nivel mundial encargada a elaborar camaras de seguridad y pagar muy bien a sus empleados con magnificas prestaciones), a los 2 años de estar trabajando ahi, nacio su ultima hija , mi hermana Mariana, desde que ella nacio mi padre comenzo a tramitar la green card a mi hermana y a mi ( visa con la cual se puede vivir,trabajar y estudiar de manera legal en el pais) pues comenzo el largo proceso y al cabo de año y medio logramos obtener la residencia.

Mi hermana y yo venimos a este país en plan de turistas por que estábamos las dos en la escuela y teníamos que regresar a Mexico a concluir lo pendiente.
Al paso de un mes, mi padre nos dio la noticia que se divorciaba por segunda vez, lo cual no nos sorprendió.

Empezaron los trámites del divorcio y ella salió ganando más del 50% del ”cheke” de mi padre. Además, el tiene que pagar “wife support” (pasarle una pequeña pensión al mes a ella en una manera de compensación por los años que duraron de casados, que fueron casi 14). Así, mi padre no iba a poder sobrevivir. Como podia existir tanta injusticia??? Como el habia sido capaz de dejar que esto le ocurriera??? Por que lo permitió?? Son preguntas que aún hoy se mantienen sin respuesta en mi cabeza.

Cabe constatar que mi padre le cedió la casa y pagó el auto de su mujer y aún asi ella acabo con todo lo que pudo. Ella no le permitio ni siquiera que sacara toda su ropa: acaso esto es justo??? Después de tenerla toda una vida como reyna es justo que ella pagara así???
Ella no pensó que el también tenia dos hijas y que en algun momento necesitarian de el? Entonces, es donde en esta historia entro yo. Al ver tanta injusticia, decidi dejarlo todo: mi familia, mis estudios y mi novio de años para ayudar a salir adelante a mi padre.

El comienzo no fue facil como pasa todo. Duré un tiempo sin poder encontrar trabajo, pero después lo logré, y ahora tengo mi pequeño negocio de “Janitorial Services”.

Al principio, desde que vine a vivir a este pais, me sentia fatal. Extrañaba todo lo que tenia en México: mi Familia, mis hermanos, la escuela, amistades, la comida , el lugar... bueno, un sin fin de cosas.

Estar acá es terrible y la vida es una rutina. Siempre se hace lo mismo. Esto no es el “Sueño Americano” como todos lo llaman. Yo lo llamaria “La Rutina Verde”: todos están aqui por trabajar y ayudar a sus familias, pero aveces creo que es más lo que se sacrifica que lo que se gana.

Y estoy acá... Han pasado casi 3 años y sigo con lo mismo de todos los dias, siempre lo mismo...en fin, lindo el sueño Americano no???

Y tu que piensas????"

Liz Alra

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"O Discurso do Rei" e a Palavra

Ontem, assisti ao filme "O Discurso do Rei", principal favorito à conquista do Oscar 2011 de melhor filme, segundo os especialistas. Não vi os seus filmes concorrentes na disputa ainda, porém considero que se o "Discurso do Rei" vencer a competição, o prêmio estará entregue em muito boas mãos.



A meu ver, o maior mérito do filme está na simplicidade. Na simplicidade de se contar uma história verídica, porém desconhecida por muitos. A história do Rei George VI, pai e antecessor de Elizabeth II, que reinou na Inglaterra durante o tenebroso período da II Guerra Mundial.

Mais do que a história do monarca, a trama se desenrola no tocante à relação dele com a palavra. Ou, mais precisamente, no uso da palavra, já que George VI mal conseguia proferir simples discursos, algo impensado para um rei, devido à gagueira que o afligia. E o filme se desenvolve mediante a relação  de George com um terapeuta (interpretado brilhantemente por Geoffrey Rush) que usa técnicas excêntricas, mas que acabam por dar resultado e amenizar sua dificuldade em proferir as palavras.

E aqui acabo por cair de novo no tema recorrente no meu texto de ontem do Blog, sobre o processo de escrever, sobre a "Palavra"... Palavra esta que seja escrita ou dita, guia nossas vidas e nos diferencia dos demais animais. Palavra que conduz as nossas vidas...

Para finalizar, cito a célebre escritora espanhola Ana María Matute: "Escrever é  um descobrimento diário através da palavra, e a palavra é o mais belo que se foi inventado, é o mais importante de tudo o que temos nós seres humanos. A palavra é o que nos salva".

Portanto, se os súditos ingleses de George VI dizem "God Save the King", eu digo "God save the Word"!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Escrever...

Escrever... Verbo que pode ser transitivo direto ou indireto, e que expressa tanto em tão poucas letras...

Escrever não é somente um verbo de ação. Escrever é todo um processo de arrumação de idéias que certas vezes saem impulsivamente de dentro de nossos cérebros como baratas saem dos bueiros das grandes metrópoles durante a madrugada.

Outras vezes, as palavras escritas emanam de elucubrações complexas, resultados de teorias que podem variar de esotéricas à científicas, de lógicas à semânticas...

Mas escrever pode ser também um rascunho do cotidiano, das emoções, dos sentimentos, das razões, de todo um mix de essências que povoam nossa realidade e nossas utopias.

Escrever também é se soltar do chão sem tirar os pés do solo, é viajar por mundos, culturas, planetas  e galáxias...

Porém, sobretudo, escrever  é descobrir o poder da palavra dentro de você... E, meu amigo, quando você descobre o poder de uma palavra dentro de si, é quando você realmente começa a entender o significado de viver.....