Ontem, assisti ao filme "O Discurso do Rei", principal favorito à conquista do Oscar 2011 de melhor filme, segundo os especialistas. Não vi os seus filmes concorrentes na disputa ainda, porém considero que se o "Discurso do Rei" vencer a competição, o prêmio estará entregue em muito boas mãos.
A meu ver, o maior mérito do filme está na simplicidade. Na simplicidade de se contar uma história verídica, porém desconhecida por muitos. A história do Rei George VI, pai e antecessor de Elizabeth II, que reinou na Inglaterra durante o tenebroso período da II Guerra Mundial.
Mais do que a história do monarca, a trama se desenrola no tocante à relação dele com a palavra. Ou, mais precisamente, no uso da palavra, já que George VI mal conseguia proferir simples discursos, algo impensado para um rei, devido à gagueira que o afligia. E o filme se desenvolve mediante a relação de George com um terapeuta (interpretado brilhantemente por Geoffrey Rush) que usa técnicas excêntricas, mas que acabam por dar resultado e amenizar sua dificuldade em proferir as palavras.
E aqui acabo por cair de novo no tema recorrente no meu texto de ontem do Blog, sobre o processo de escrever, sobre a "Palavra"... Palavra esta que seja escrita ou dita, guia nossas vidas e nos diferencia dos demais animais. Palavra que conduz as nossas vidas...
Para finalizar, cito a célebre escritora espanhola Ana María Matute: "Escrever é um descobrimento diário através da palavra, e a palavra é o mais belo que se foi inventado, é o mais importante de tudo o que temos nós seres humanos. A palavra é o que nos salva".
Portanto, se os súditos ingleses de George VI dizem "God Save the King", eu digo "God save the Word"!

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