Nesses últimos dias, após o "Massacre de Realengo", voltou à tona o debate sobre um possível novo referendo acerca do desarmamento da população civil brasileira.
Como já está sendo lembrado por muitos, em plebiscito realizado em outubro de 2005, a população brasileira já se manifestou inequivocamente contra a proibição da venda de armas de fogo no Brasil. Venda essa que já sofre sérias restrições no nosso ordenamento jurídico.
A meu ver, o que deve ser feito, ao invés de se perder tempo e dinheiro público com um novo referendo é aumentar a fiscalização e o controle do comércio de armas em nosso país. Não existe coisa mais fácil do que passar com armas e drogas pelas perenes fronteiras brasileiras, dada à fragilidade da fiscalização e também à corrupção.
O Exército, que tem como uma de suas funções primordiais o patrulhamento das fronteiras de nossa nação, muito por causa do sucateamento que as Forças Armadas vem sofrendo ao longo dos últimos anos, com forte restrições orçamentárias, tem uma atuação inócua no combate a este grave problema. Some-se a isso também o baixo efetivo da Polícia Federal destacada para essa fiscalização e a corrupção que existe em larga escala nessa instituição, assim como nas demais Polícias do nosso país, como é sabido por todos.
O Exército, que tem como uma de suas funções primordiais o patrulhamento das fronteiras de nossa nação, muito por causa do sucateamento que as Forças Armadas vem sofrendo ao longo dos últimos anos, com forte restrições orçamentárias, tem uma atuação inócua no combate a este grave problema. Some-se a isso também o baixo efetivo da Polícia Federal destacada para essa fiscalização e a corrupção que existe em larga escala nessa instituição, assim como nas demais Polícias do nosso país, como é sabido por todos.
Assim, é de fácil visualização que a fiscalização efetiva de nossas fronteiras é uma das principais soluções para este que é um dos mais graves problemas que enfrentamos, que é a livre circulação de armas e drogas pelo nosso território e a facilidade em adquiri-las.
Leis já temos em demasia, falta colocá-las em prática. De outra forma, o referendo servirá como simples artifício para que alguns políticos apareçam nas manchetes dos jornais, sem qualquer efeito prático na nossa sociedade.
Leis já temos em demasia, falta colocá-las em prática. De outra forma, o referendo servirá como simples artifício para que alguns políticos apareçam nas manchetes dos jornais, sem qualquer efeito prático na nossa sociedade.

Izi querido. Concordo com você. Um novo referendo serveria muito pouco na situação que nos encontramos.
ResponderExcluirO de 2005 até hoje produziu pouco efeitos, então pra que outro?
A ideia do que a população quer, os políticos já tem. Agora colocar em prática é outra história. Interesses políticos muitas vezes se sobrepõe ao dever moral dos nossos governantes. É uma pena, mas acredito que veremos muitos inocentes morrerem ainda por culpa da inoperância do nosso sistema!
Ótimo texto. Parabéns
Beeijos ;*