sexta-feira, 22 de julho de 2011

A miséria humana



Essa semana vi uma cena triste da condição humana. Em plena Avenida Presidente Vargas, esquina com a Rua Uruguaiana, no coração do Centro do Rio de Janeiro, em pleno meio-dia, duas moradoras de rua estapeando-se, socando-se e rolando no chão. O motivo disso? A disputa por meros pedaços de papelão. E isso não é o pior. O pior é ver a passividade das pessoas, que paravam, olhavam e muitas simplesmente riam e zombavam da situação.

Se bem que tal fato já não devia causar estranheza num mundo em que padres são pedófilos e ainda têm seus crimes brutais encobertos pela autoridade maior do Vaticano.

Num mundo em que terroristas ensinam crianças a se tornarem futuros homens-bomba que no futuro sairão por aí se explodindo em pedaços e levando consigo mais dezenas, talvez até centenas de pessoas para a morte.

Num mundo em que crianças, mulheres e homens morrem de fome e de sede na Somália por causa da seca e da guerra civil que assola o país sem que ninguém intervenha.

Num mundo em que proteger poços de petróleo no Oriente Médio é mais importante do que proteger crianças africanas da morte por desnutrição.

Num mundo em que grupos extremistas e intolerantes se propagam cada vez mais.

Enfim, num mundo em que injustiças, desigualdades, violência, miséria, fome, indiferença e desonestidade se propagam.

Nesse mundo, infelizmente nada mais nos surpreende, pois já viramos meros espectadores de disputas por papelão.

3 comentários:

  1. Ninguém nasce amando, nem odiando. Não quero trazer à tona a questão da condição humana, de sermos essencialmente maus ou bons. Quero, sim, provocar a reflexão acerca do ódio que é diariamente injetado em nosso sangue de modo intramuscular.
    Como exemplos, crianças árabes que crescem ateando fogo à bandeira estadunidense, classe alta que não abre os vidros da caminhonete importada para os pedintes na rua. Ademais, temos o ódio velado trazido por valores invertidos, como mulheres gostosas que ganham mais dinheiro do que cidadãos que passaram suas vidas debruçados em livros.
    Tudo isso contribui, sem ser fator único nem determinante, para a banalização da violência. O morto na rua é somente mais um 'presunto', a briga entre desiguais não nos diz respeito.

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  2. Pois é, Izi! Eu tb me pergunto até quando seremos marionetes... Triste isso!

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  3. Compartilho com seu ponto de vista dessa matéria que você postou. Quanto a isso, escrevi uma poesia que se chama VDT - Vírus do Ter, onde falo que uma outra espécie humana está surgindo e consumindo com o Ser Humano, me refiro ao "Ter Humano". E somos todos fantoches "fabrica-dores" das grandes fortunas alheias dos "Ter Humanos". Vejo tudo como uma grande bola de neve que rola montanha abaixo desde tempos remoto. Por isso hoje, só vejo como solução, a revolução individual, de indivíduo para indivíduo e estes, dando as mãos entre si para fazer parar essa bola de neve escomunal. Não vejo outra saída que funcione.
    Parabéns por sua postagem.
    Abraços
    amorlogiapelapazeevoluçãohumana.blogspot.com

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