segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nadar, nadar, nadar....

Nadar, nadar e nadar....

Nadar é mais do que contar e recontar os ladrilhos do fundo da piscina. Nadar é mais do que braçadas repetitivas e pernadas idem.

Nadar é mais do que um simples exercício...

Nadar é dar um stop na vida.

Nadar é mergulhar de cabeça, corpo e alma na água e pensar, pensar e pensar, enquanto automaticamente seu corpo vai repetindo as braçadas e pernadas e você vai avançando metros pela água.

Nadar é refletir, planejar, fazer contas, relembrar bons e maus momentos e colocar os pensamentos em dia enquanto seu corpo se enruga com o tempo na água.

Nadar é não ligar para o sol ou a chuva, mas somente para a piscina.

Nadar é a solidão benéfica. Ali, a sua única companheira é a água que o cerca e a única certeza é a próxima braçada...

Se para o famoso cantor e compositor Zeca Baleiro, "A solidão é o seu cigarro", como ele diz numa letra de uma de suas belas canções, para mim a natação é o meu cigarro, meu doce e leve vício que  me faz sentir a cada dia mais vivo!

 E, meu amigo leitor, se você não sabe o que é isso, só te dou um conselho: Nade, nade, nade....

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Referendo sobre armas: Será esta a solução?



Nesses últimos dias, após o "Massacre de Realengo", voltou à tona o debate sobre um possível novo referendo acerca do desarmamento da população civil brasileira.

Como já está sendo lembrado por muitos, em plebiscito realizado em outubro de 2005, a população brasileira já se manifestou inequivocamente contra a proibição da venda de armas de fogo no Brasil. Venda essa que já sofre sérias restrições no nosso ordenamento jurídico.

A meu ver, o que deve ser feito, ao invés de se perder tempo e dinheiro público com um novo referendo é aumentar a fiscalização e o controle do comércio de armas em nosso país. Não existe coisa mais fácil do que passar com armas e drogas pelas perenes fronteiras brasileiras, dada à fragilidade da fiscalização e também à corrupção.

O Exército, que tem como uma de suas funções primordiais o patrulhamento das fronteiras de nossa nação, muito por causa do sucateamento que as Forças Armadas vem sofrendo ao longo dos últimos anos, com forte restrições orçamentárias, tem uma atuação inócua no combate a este grave problema. Some-se a isso também o baixo efetivo da Polícia Federal destacada para essa fiscalização e a corrupção que existe em larga escala nessa instituição, assim como nas demais Polícias do nosso país, como é sabido por todos.

Assim, é de fácil visualização que a fiscalização efetiva de nossas fronteiras é uma das principais soluções para este que é um dos mais graves problemas que enfrentamos, que é a livre circulação de armas e drogas pelo nosso território e a facilidade em adquiri-las.

Leis já temos em demasia, falta colocá-las em prática. De outra forma, o referendo servirá como simples artifício para que alguns políticos apareçam nas manchetes dos jornais, sem qualquer efeito prático na nossa sociedade.