quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"O Discurso do Rei" e a Palavra

Ontem, assisti ao filme "O Discurso do Rei", principal favorito à conquista do Oscar 2011 de melhor filme, segundo os especialistas. Não vi os seus filmes concorrentes na disputa ainda, porém considero que se o "Discurso do Rei" vencer a competição, o prêmio estará entregue em muito boas mãos.



A meu ver, o maior mérito do filme está na simplicidade. Na simplicidade de se contar uma história verídica, porém desconhecida por muitos. A história do Rei George VI, pai e antecessor de Elizabeth II, que reinou na Inglaterra durante o tenebroso período da II Guerra Mundial.

Mais do que a história do monarca, a trama se desenrola no tocante à relação dele com a palavra. Ou, mais precisamente, no uso da palavra, já que George VI mal conseguia proferir simples discursos, algo impensado para um rei, devido à gagueira que o afligia. E o filme se desenvolve mediante a relação  de George com um terapeuta (interpretado brilhantemente por Geoffrey Rush) que usa técnicas excêntricas, mas que acabam por dar resultado e amenizar sua dificuldade em proferir as palavras.

E aqui acabo por cair de novo no tema recorrente no meu texto de ontem do Blog, sobre o processo de escrever, sobre a "Palavra"... Palavra esta que seja escrita ou dita, guia nossas vidas e nos diferencia dos demais animais. Palavra que conduz as nossas vidas...

Para finalizar, cito a célebre escritora espanhola Ana María Matute: "Escrever é  um descobrimento diário através da palavra, e a palavra é o mais belo que se foi inventado, é o mais importante de tudo o que temos nós seres humanos. A palavra é o que nos salva".

Portanto, se os súditos ingleses de George VI dizem "God Save the King", eu digo "God save the Word"!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Escrever...

Escrever... Verbo que pode ser transitivo direto ou indireto, e que expressa tanto em tão poucas letras...

Escrever não é somente um verbo de ação. Escrever é todo um processo de arrumação de idéias que certas vezes saem impulsivamente de dentro de nossos cérebros como baratas saem dos bueiros das grandes metrópoles durante a madrugada.

Outras vezes, as palavras escritas emanam de elucubrações complexas, resultados de teorias que podem variar de esotéricas à científicas, de lógicas à semânticas...

Mas escrever pode ser também um rascunho do cotidiano, das emoções, dos sentimentos, das razões, de todo um mix de essências que povoam nossa realidade e nossas utopias.

Escrever também é se soltar do chão sem tirar os pés do solo, é viajar por mundos, culturas, planetas  e galáxias...

Porém, sobretudo, escrever  é descobrir o poder da palavra dentro de você... E, meu amigo, quando você descobre o poder de uma palavra dentro de si, é quando você realmente começa a entender o significado de viver.....