O assunto que vem monopolizando as atenções nestes dias pós-eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo da África do Sul é o fim da 2ª Era Dunga.
Quanto ao trabalho desenvolvido por este, na minha modesta opinião, se configura um trabalho mediano, com seus erros e acertos como qualquer trabalho realizado por qualquer ser humano.
Eu listaria como os principais acertos de Dunga no comando da Seleção o fato de ele ter incutido no grupo de jogadores seu espírito de determinação, de vontade, de garra. Além disso, elogio sua coragem em apostar, de remar contra a maré e abraçar livremente suas convicções.
Porém, ao mesmo tempo, suas convicções, aliadas ao seu destempero, ao seu nervosismo excessivo em muitas ocasiões e ao seu jeito por vezes autoritário, acabaram por encerrar sua passagem pela Seleção Brasileira, sendo Felipe Melo o maior símbolo disto.
No final das contas e olhando já para o futuro, creio que é unânime na opinião pública a preferência por uma Terceira Via para a eleição do treinador da Seleção Brasileira para o próximo ciclo. Um técnico que não seja nem tão fechado e rígido como Dunga, mas também nem tão liberal e relaxado como foi Parreira em 2006.
Porém, mesmo que tal equilíbrio seja atingido, não podemos garantir a conquista do hexa em 2014, pois no futebol o imponderável tem um grande peso e daí é que decorre a graça e encantamento deste esporte que tanto nos seduz.

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