quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mensagem de fim de ano

E chega ao fim 2015, um ano difícil e intenso sob todos os aspectos. Um ano de alguns percalços, dificuldades, gargalos, decepções, tristezas, adversidades. Porém também um ano no qual me aconteceram coisas muito boas, obtive grandes aprendizados, tive inesquecíveis experiências, aprofundei grandes amizades e conheci fantásticas pessoas!



E diante disso tudo chegamos ao Natal, época de nos unirmos aos nossos entes queridos, de celebrarmos, de lembrarmos as pessoas amadas que já se foram, de compartilharmos nossos sentimentos bons e de ajudarmos mais ainda o próximo. Para mim, a melhor época do ano sem sombra de dúvidas!

E para 2016, lanço o desafio para vocês meus amigos: Vamos fazer de 2016 um ano melhor! Vamos ter atitude! Vamos reclamar, exigir nossos direitos! Vamos sair às ruas sem medo para defendermos o melhor para nosso país e nossas famílias! Vamos ser mais solidários, mais educados, mais sinceros.... Vamos ser a cada dia melhores pessoas para a cada dia termos um mundo melhor!!!

Um Feliz Natal e um Feliz 2016 para todos vocês, meus amigos e amigas, e que Deus abençoe a todos nós!!!

terça-feira, 28 de abril de 2015

No gargalo da garrafa...



No gargalo da garrafa deixo minhas mágoas, minhas tristezas e meus dissabores...

No gargalo da garrafa se perdem os meus fracassos, as minhas decepções e as minhas dúvidas...

No gargalo da garrafa olvido minhas inquietudes e meus dilemas...

 No gargalo da garrafa o preto e o branco da vida se transmuta no arco-íris da fantasia...

No gargalo da garrafa morrem meus dias de pesadelo e nascem minhas noites de sonho...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O que é viver?



Viver não é ficar trancado num quarto, ou fechado numa bolha. Viver é pegar uma chuva com o paraense, é tomar um chimarrão com o gaúcho, é paquerar com a paulistana, é dar um rolé com o carioca, é bater um dedo de prosa com o mineiro, é surfar com a catarinense, é navegar com o amazonense, é ir na praia com o potiguar, é dançar o frevo com a pernambucana, é correr atrás do trio elétrico com o baiano, é comer uma moqueca com o capixaba...

Viver é estar aberto a outras culturas, a outros modos de viver e de encarar a vida, é celebrar a diversidade....

Viver é conviver em harmonia com todos.

Viver é conviver!!!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vamos acordar nossa criança interior?


O Andarilho leu no final do ano passado nos jornais que no mês de novembro  de 2012 foi escolhido o novo papa da Igreja Católica Ortodoxa Copta. Seus seguidores são conhecidos como cristão coptas e tal religião é seguida por cerca de 10% da população egípcia. Mas o que quero sublinhar é a forma como se dá esta escolha papal. Após um Concílio entre seus líderes, no qual são indicados 3 (três) nomes, estes são colocados, cada um em um papel, em um cesto e uma criança com os olhos vendados retira o papelzinho que indica o novo Papa de tal religião. A justificativa dos seus religiosos por tal processo de escolha é que tal ato reflete a não influência do mundo material na escolha de seu líder. Eu iria mais longe e afirmaria ainda que tal ato deve ser um exemplo para o mundo de hoje, onde os interesses econômicos, financeiros e de outras ordens prevalecem sobre os valores éticos e sociais. E a criança, símbolo da franqueza, ingenuidade e sentimentalismo, ao ser responsável por uma escolha de tal envergadura, simboliza um retorno a um mundo menos mesquinho e com mais escrúpulos.



Tal retorno é como uma volta à nossas próprias origens, às nossas próprias infâncias. A volta a um mundo em que a brincadeira substitui a guerra, em que as brigas acabam com um abraço e sem mágoas. Um mundo em que as travessuras são sadias e os seus castigos se resumem a palmadas no bumbum ou uma semana sem ver televisão. Um mundo em que chorar e rir faz parte do dia a dia. Em que nossa sensibilidade está à flor da pele. Em que o sensorial se faz presente. E não um mundo robotizado, mecanizado como o de hoje, em que as emoções são relegadas a um segundo plano como se estivessem na Segunda Divisão das qualidades, enquanto a Razão é a única e eterna campeã sob essa ótica. Razão esta que aliada a interesses econômicos, políticos, entre outros, nos trouxe a este mundo de poluição, de aquecimento global, de destruição das florestas, de profundas desigualdades sociais, de miséria e fome de parte da população, de proliferação do uso das drogas, etc.


Portanto, o garoto copta, ao realizar o simples ato de sortear o nome do novo papa copta em 2012 não só faz uma religião conhecer seu novo líder, mas mais do que isso, nos faz também refletir como tão diferente e melhor seria nosso mundo se todas as decisões importantes para a humanidade fossem tomadas com a franqueza, a ingenuidade e o sentimentalismo de uma criança. Criança essa que todos nós fomos um dia e se encontra adormecida no nosso interior. Só falta despertá-la para que tenhamos um mundo melhor. E então? Vamos acordar nossa criança interior?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Andarilho do Cotidiano



Saudações, caro leitor! Você deve estar se perguntando de cara o porquê de um texto intitulado com o mesmo novo nome deste Blog? Exatamente para explicar a você, leitor, o motivo desta mudança e a razão pela qual escolhi a figura do"Andarilho do Cotidiano" para simbolizar a nova fase deste Blog.

Para representar esta nova fase, essa evolução, escolhi a figura do Andarilho, pois este está sempre andando, sempre caminhando adiante, nunca regredindo e sempre evoluindo pelas estradas da vida. Mas um andarilho por si só não representaria a essência dessa nova fase do Blog, que é de abordar fatos e pensamentos que permeiam nosso dia-a-dia, nosso Cotidiano e divagar acerca de acontecimentos que podem ser ao mesmo tempo banais e ao mesmo tempo surpreendentes, dependendo do ponto de vista e da visão de você, caro leitor. Daí surge a figura do "Andarilho do Cotidiano", cujo belo logo foi produzido pelo meu queridíssimo primo Fábio Alonso e que representa o novo espírito deste Blog: atuante, crítico, ácido quando necessário, mas sempre caminhando, sempre em evolução, sem se desgarrar do cotidiano do mundo em que vivemos.

Espero então que eu possa ter sempre sua companhia nos textos deste Blog lendo, comentando, sugerindo, reclamando, elogiando ou o que mais lhe convier, pois o Cotidiano faz parte de  nossa realidade e o Andarilho sempre está evoluindo, avançando pelos caminhos da vida.


Um grande abraço e seja muito bem-vindo!!! 

domingo, 15 de julho de 2012

Desabafo de um torcedor

Domingo, 15 de julho de 2012.



Botafogo e Fluminense duelando no Engenhão e, como não poderia deixar de ser, eu estive presente em mais uma partida do Fogão, como é rotina na minha vida nos últimos 15 anos. Depois de assistir a um razoável empate de 1 a 1 entre as duas equipes, estou voltando para casa em um ônibus da linha 457 quando, de repente, o ônibus, repleto de crianças, mulheres e torcedores, é apedrejado por integrantes de uma facção organizada do Fluminense que se encontrava em um ponto de ônibus onde o coletivo parou. Cabe ressaltar que "pseudo torcedores" do Botafogo que estavam no coletivo provocaram os tricolores que estavam no ponto, iniciando uma confusão generalizada que resultou no apedrejamento do ônibus e num pânico generalizado, com mulheres e crianças em estado de choque. Além das pedras, uma bomba chegou a ser lançada em direção ao ônibus e por muito, mas muito pouco mesmo não atingiu a janela do ônibus na altura em que eu me encontrava.

Em resumo, eu e outras pessoas que não tinham nada a ver com a confusão podíamos estar a essa hora em um hospital feridos, machucados, por culpa de um bando de vândalos que se dizem torcedores, mas que na verdade só usam o emblema dos times para formarem gangues com o único objetivo de brigar e promover arruaças. As pessoas não têm mais paz para irem torcer por seus times. Não importa se são facções do Botafogo, do Fluminense, do Flamengo, do Vasco ou de qualquer time do Brasil, mas essa "palhaçada" precisa acabar. Ou acabamos com a violência ou seremos mais cedo ou mais tarde, vítimas dela.

Abaixo, mais fotos da traseira do ônibus totalmente apedrejada:



quinta-feira, 8 de março de 2012

A filosofia das nuvens



As nuvens chegam de mansinho, na imensidão da noite e nos surpreendem ao amanhecer, assim como nos deparamos às vezes fazendo algo que sempre condenamos.

Com o tempo nublado, o tapete celestial está ali, presente sobre nossos corpos e nossas cabeças nos separando dos raios diretos do sol, assim como nossos preconceitos e ignorâncias nos separam das coisas boas da vida.

As tempestades de verão, em que nuvens "cumulus nimbus" chegam acompanhadas de fortes ventos e provocam raios, trovões e chuvas, são como muitos dos problemas em nossas vidas: apesar de muito pesados, são passageiros como uma chuva de verão.

E as nuvens, quem diria, com a sua filosofia extraterrena, fazem nossos pensamentos voarem junto com elas nos céus de nossas vidas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não quero


Hoje não quero escrever sobre a mulher que foi queimada a ferro e fogo pelo ex-marido no Rio de Janeiro. Não quero falar do caso da juíza assassinada em Niterói. Não quero abordar a nossa polícia corrupta. Não quero me chocar com a menor de 13 anos que matou a irmã de 15 anos em Arraial do Cabo. Não quero teclar da tragédia das chuvas que se repete a cada ano em Santa Catarina. Nem muito menos das queimadas que devastam o Cerrado do Planalto Central e as matas nativas do interior de Minas Gerais. Não quero discutir acerca da absurda e oportunista idéia da volta da CPMF. Não quero me irritar com as autoridades ao ver menores de rua dormindo sobre papelões e tendo o céu como seu teto em pleno coração do Rio de Janeiro. Não quero chorar com o abandono dos hospitais públicos. Não quero rir para não chorar da situação da educação pública no nosso país. Não quero dar um soco na porta do meu quarto de raiva ao saber que a Justiça Brasileira resolveu “abrir as pernas”, para não dizer outra coisa, para os supersalários do Senado e da Câmara.

O que eu quero hoje é colocar a cabeça no travesseiro e sonhar, nem que seja por uma única noite, que a Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá”.

sábado, 30 de julho de 2011

Quem é de carne e osso e está respirando, acredita-se estar vivo

Por Vanessa Rizzo




Se eu estou viva eu quero cair, me machucar, sentir dor, levantar, sacudir a poeira da roupa, continuar... e se cair de novo, chorar se não tiver força pra levantar sozinho.
Não ter vergonha de falar pro meu amigo o que está me afligindo, de pedir um abraço; de falar uma besteira quando não souber o que falar, de rir de uma coisa sem nexo; de sugerir uma ideia que possa parecer o maior absurdo do mundo, de acreditar e lutar por essa ideia (mesmo sem saber qual caminho tomar, mas começando com o primeiro passo - que já é o prenúncio de um caminho); de falar na cara de um "superior" que ele está errado; de ter coragem de apontar o erro do meu amigo e ter sabedoria para ajudá-lo a consertar esse erro; de aceitar quando a errada for eu; de calar quando minhas palavras não forem necessárias e nem sábias; de perguntar quando tiver dúvida e perguntar novamente quando continuar sem entender; de falar diante de cem pessoas algo que possa agradar a somente uma; de ter coragem o suficiente pra fazer algo que a maioria acha que não vai dar certo (inclusive eu mesma); de engolir o orgulho ao menos uma vez na vida e partir pra tentativa; de usar todas as armas que disponho para lutar pela vida de um percevejo que apareceu no meio da roda de amigos (é, eu já fiz isso mais do que uma vez...); de ver a beleza onde ninguém está conseguindo ver, e mesmo assim não deixar de mostrar pro mundo que ali eu enxergo algo a mais, sim; de ter força e discernimento pra NÃO falar um não quando meu coração souber que o melhor pra mim está no sim; de ouvir tudo o que a velhinha do ônibus tiver pra me falar naquela manhã agitada; de poder ser um dia a velhinha do ônibus e torcer pra ter alguém que me ouça também; de me arriscar na cozinha a fazer um prato maluco só com a receita e sem os principais ingredientes, substituindo tudo e acreditando mesmo assim que ficará "daqui, ó"; de dormir absurdamente tarde por estar conversando com quem eu gosto e acordar arrasada no dia seguinte pra ir trabalhar cedo, mas feliz da vida; de ficar feliz da vida por uma coisa bem pequena e que não vá mudar nada na minha vida (como o Cielo não ter sido prejudicado na sua carreira pelas acusações do teste antidoping); de gostar mais quando dizem que eu sou legal do que bonita; de ir pro shopping e ficar com cara de boba olhando as criancinhas brincando e rindo; de experimentar aquilo que todo mundo me disse que era horrível, só pra confirmar mesmo e também poder falar que é horrível; de abrir mão do meu doce preferido e dividi-lo igualmente entre cinco amigos (ah... pingo-de-leite !!!!); de fazer aquela prova foda sem estudar e ainda ficar otimista esperando o resultado (ô micro !!!!), de estudar, me ferrar e não ir reclamar nota com professor (acho isso muito feio hehe) e jurar com todas as minhas forças: me aguarda na próxima prova, velhote! (fuck yeah); de ficar às vezes mais de um mês sem ver a mãe e ainda assim conseguir ser uma mãezona para os meus amigos; de colocar música de fossa só pra conseguir chorar mais um pouquinho e ver se passa de uma vez, e me ferrar por ficar com o nariz entupido, os olhos vermelhos e a cara inchada; de ter a cara de pau de falar que não estava chorando e ter a sutileza de esboçar um sorriso no meio daquela fisionomia deplorável, e ficar aliviada quando a pessoa fingir que acreditou que era um cisco; de falar pro meu pai que ele canta super bem mesmo quando eu não estiver aguentando mais aquele trecho repetido da música; de conversar com a minha avó sobre a vida e prestar atenção piamente nos conselhos dela, fazendo de conta que aquilo é um segredo de estado e só eu estou tendo o privilégio de ter acesso àquelas informações, e de não ficar triste quando ela de repente interromper a conversa falando que está na hora de fumar o cachimbo dela (¬¬); de perder o raciocínio do que eu estava falando quando sou surpreendida por um (“O”) beijo; de me deslocar quilômetros pra falar: é... estava passando por aqui e resolvi falar um oi...; de chorar vendo um filme que eu já conheço todas as falas (“E se fosse verdade”); de ligar a webcam pra explicar a matéria pra alguém (e fazer isso mais do que uma vez com a mesma boa vontade); de ir pelo caminho aparentemente mais difícil só pela emoção dos obstáculos (clássica teimosia, hehehe); de quase montar um book em casa e desconversar quando falam que eu tenho jeito pra modelo (mas que besteira, perderia a mágica!); de ver o lado bom de quase tudo; de perguntar algo sabendo a resposta só pra ter certeza (moço, esse ônibus é mesmo parador, né?); de deixar tudo pro último dia sabendo que eu sempre dou conta (ah... mas vai ter um dia em que vou me ferrar haha); de provocar (ah ! Clássica das mulheres! “Saio pronta pra seduzir até os postes da rua”); de aprender tudo sobre determinado assunto em apenas um dia; de colocar qualquer roupa porque estou sem paciência pra escolher; de levar um dia inteiro fazendo as unhas dos pés e das mãos e ficar uma fera com quem interromper a minha terapia; de ver um filme merda só pra saber o final; de guardar revistas com sugestões de decoração pensando na minha casa (com sacada, janelão e jardim na frente); de discutir com minhas amigas pra não colocarem aqueles nomes nos filhos, pois já serão os dos meus (hahaha, minha prole); de não suportar ir na rua comprar coisas em lojinhas (terrível isso); de morrer de rir na hora da janta só porque está todo mundo sério; de acreditar que quando se sente um pouquinho, sem intensidade, então não se sente; de querer sempre sentir o máximo de tudo, de viver o máximo e de ser feliz e triste ao máximo, pra que isso pareça real; de ser capaz de falar e acreditar numa coisa e acabar fazendo outra que me pareceu a ideal na hora; e de escrever tudo isso que estava guardado, pensando em de repente alguém ler.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A miséria humana



Essa semana vi uma cena triste da condição humana. Em plena Avenida Presidente Vargas, esquina com a Rua Uruguaiana, no coração do Centro do Rio de Janeiro, em pleno meio-dia, duas moradoras de rua estapeando-se, socando-se e rolando no chão. O motivo disso? A disputa por meros pedaços de papelão. E isso não é o pior. O pior é ver a passividade das pessoas, que paravam, olhavam e muitas simplesmente riam e zombavam da situação.

Se bem que tal fato já não devia causar estranheza num mundo em que padres são pedófilos e ainda têm seus crimes brutais encobertos pela autoridade maior do Vaticano.

Num mundo em que terroristas ensinam crianças a se tornarem futuros homens-bomba que no futuro sairão por aí se explodindo em pedaços e levando consigo mais dezenas, talvez até centenas de pessoas para a morte.

Num mundo em que crianças, mulheres e homens morrem de fome e de sede na Somália por causa da seca e da guerra civil que assola o país sem que ninguém intervenha.

Num mundo em que proteger poços de petróleo no Oriente Médio é mais importante do que proteger crianças africanas da morte por desnutrição.

Num mundo em que grupos extremistas e intolerantes se propagam cada vez mais.

Enfim, num mundo em que injustiças, desigualdades, violência, miséria, fome, indiferença e desonestidade se propagam.

Nesse mundo, infelizmente nada mais nos surpreende, pois já viramos meros espectadores de disputas por papelão.